Camilinho conserva a tradição

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Raimundo Nonato de Miranda Chaves

A festa religiosa, conhecida como festa de maio, denominava-se, no passado, Festa de Santa Cruz. A trdição foi instituida por Antônio Francisco Pinto Mundeo.
Mundeo, casado, em segunda núpcias com Idalina Bernardina da Conceição, dos Alves Ferreira de Gouveia. irmã de Leonel Alves Ferreira.
Mundeo ergueu uma grande cruz, na frente de sua residência e, demonstrando sua devoção, deu à sua única filha com Idalina o nome de Elza Alves de Santa Cruz. Elza, conhecida como Bilu, casada com Carlos Ribas, assinava Alves da mãe Idalina que, por sua vez, não assinava Alves e não levava o nome Pinto Mundeo origem do pai, substituido por Santa Cruz simbolizando a devoção dele. A religiosidade de Mundeo e Idalina foi absorvida pelos filhos. Manoel Pinto de Miranda, conhecido como Niquinho, ergueu a Capela de CAmilinho, dedicada a N.S das Dores e Antônio Francisco Pinto, conhecido como Canequinho, ergueu a Capela do Cemitério do Peixe, dedicada a São Miguel e Almas.
A festa tradicional era realizada, impreterivelmente, no dia tres de maio. Há poucos anos passados, o pároco, seguindo instruções superiores, transferiu a data para setembo, sob o argumento que em quatorze de setembro a Igreja celebra a Exaltação a Santa Cruz. A comunidade reagiu, argumentando que a Exaltação é comemorada em setambro, mas segundo a lenda, a Descoberta da Santa Cruz, em Jeruzalem, por uma equipe liderada por Santa Helena ocorreu no dia tres de maio e, em Camilinho, a celebração era da Descoberta e não da Exaltação da Santa Cruz. No primeiro ano da mudança, a participação da comunidade foi muito pequena e no segundo ano, a festa não foi celebrada, nem em maio e nem em setembro. O pároco, então, cedeu e concordou com a transferencia da festa para o mes de maio, mas com uma condição: Não é celebração da Sana Cruz. A festa é dedicada a Nossa Senhora.
O autoritarismo religioso impos a alteração no nome da festa, que agora é realizda no primeiro domindo do mes de maio e dedicada a Nossa Senhora. A comunidade mantem, e faz questão disto,o que sobrou da tradição: A procissão noturna, realizada na vespera da festa, quando a bandeira é transportada desde a sede da fazenda até o largo da Capela, acompnhada pelos fieis, iluminada por velas e pelas grandes fogueiras, simbolizando que a tradição é anterior à iluminação elétrica. No largo da Capela o mastro é levantado - não se iça a bandeira, levanta-se o mastro. Tudo isto acompanhado da Folia, sob o comando do mestre folião Geraldo Gonçalves. No dia seguinte, a festa continua com celebração da Santa Missa, procissão e coroação de Nossa Senhora.
Créditos pelas fotos atribuidos a Helga Helena, também da sexta geração de Mundeo, estudante se preparando para a Universidade.

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