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Raimundo Nonato de Miranda Chaves

Introdução

No dia 6 de dezembro de 1913, o presidente do Estado de Minas Gerais, Julio Bueno Brandão e o secretário do Interior, Delfim Moreira da Costa Ribeiro assinaram o Decreto No. 4.057 criando, entre outras, a Escola estadual rural mista de Camilinho. Além do qualificativo estadual, a referida escola tem outras duas qualificações: A dicotomia escola rural x escola urbana vem de muito tempo, com base em premissas que, hoje, não são verdadeiras. Até meados dos anos 1920, a defesa de se diferenciar as escolas rurais das urbanas associava-se, sobretudo, à idéia de que o ensino oferecido às crianças do campo não precisava apresentar o mesmo nível de elaboração que caracterizava aquele ministrado nas cidades já que, entre outras coisas, na época das colheitas a freqüência era prejudicada, segundo os relatórios e textos das revistas pedagógicas.
Estamos acostumados a pensar no capital como o fator de produção escasso e na sua transferência como o instrumento fundamental de crescimento. O conhecimento é agora tão, se não mais, importante fator no desenvolvimento e esta situação tende a intensificar-se. Neste século, a aplicação e acumulação do conhecimento dirigirão os processos de desenvolvimento e criarão oportunidades sem precedentes para o crescimento e a redução da pobreza. Mas existem riscos significativos de incrementar as desigualdades.
Hoje quando se pergunta a algum universitário, quais são seus planos de trabalho? Ele, na maioria das vezes, responde que está planejando primeiro uma pós-graduação. Nem a graduação está satisfazendo ao jovem.
As avaliações anuais realizadas pela Secretaria de Estado da Educação, em Minas Gerais e pelo Ministério da Educação, no Brasil têm mostrado que a proficiência dos estudantes, de curso fundamental, da rede estadual (urbana) é maior do que a dos estudantes da rede municipal (rural). Mas os estudantes egressos das escolas rurais, com menos conhecimento, têm o direito e a vontade de continuar: o curso médio, a graduação, a pós-graduação. Por que não? é justo que estudantes com conhecimento diferentes sejam colocados para disputar as mesmas posições?
Meu consolo é que tenho boas companhias nesta cruzada. Cito apenas duas: O Brasil é a oitava economia do mundo, em breve, será a quinta porque três economias fortes, quais sejam: Reino único, França e Itália estão correndo emboladas e serão ultrapassadas de uma vez. Mas o Brasil conseguiu se classificar como o 85º. país do mundo, no quesito Educação.
As escolas de Gouveia têm bom conceito junto a Secretaria de Estado da Educação, mas a diferença de conhecimento entre alunos das redes estadual e municipal, ainda, persiste. Este foi um dos temas que abordei, quando fiz o discurso de agradecimento, que será publicado no Boletim Informativo da Afago.
Falei, também, que há condições favoráveis para se fazer da Escola João Baiano uma escola de sucesso: Assim, temos definidos: o problema, o objetivo, o vento favorável, a maré alta, portanto, prontos para velejar. Vejamos, antes, as fotografias, marcos dos acontecimentos do dia 10 de julho de 2010.

Galeria de fotos

Vista geral da quadra poliesportiva "Raimundo Nonato de Miranda Chaves" da comunidade de Camilinho.
Vista geral da quadra poliesportiva "Raimundo Nonato de Miranda Chaves" da comunidade de Camilinho. A faixa, sobre a trave, contem mensagem de parabens, ao homenageado, de alunos, professores e funcionários da Escola Municipal João Baiano.
Placa com informaçãoes sobre a quadra: homenageado, administração e data.
Placa com informaçãoes sobre a quadra: homenageado, administração e data.
Familia do homenageado, a partir da direita: Eng. Francisco Moura diretor proprietário da construtora Strada, responsável pela construção da quadra; Eng. Carlos Mauricio diretor proprietário da construtora MHM e engenheiro da Prefeitura; Raimundo Nonato (homenageado); Helder, sobrinho, proprietário rural nos municipios de Gouveia, P. Juscelino, Monjolos e Glória; Rutinha, sobrinha; Helga Helena, sobrinha-neta; Beatriz, sobrinha; Zenilia, sobrinha; Neide, sobrinha, esposa de Mauricio; Fátima, sobrinha, esposa de Geraldo; Elyana, sobrinha-neta e Clarisse (criança), sobrinha-neta.
Composição da mesa, a partir da direita: Eng. Carlos Mauricio; João de Miranda Chaves, Zico e Helena, representando a familia do homenageado; Raimundo Nonato; Alfeu Augusto, Presidente da Câmara Municipal; Geraldo de Fátima, Prefeito Municipal e presidente da solenidade; Jorge Luiz, Chefe do Departamento de Esportes e Lazer; Ivanice Araujo, Assessora de Comunicação atuando como mestre de cerimônia.
O homenageado sauda a mesa, ao inciar o seu discurso. A partir da direita: Ivanice Araujo, professora Maisa, Carlos Mauricio, Zico, Helena, Alfeu, Geraldo de Fátima e professora Michele.
Populares lotavam o hall central do prédio da Escola João Baiano