Centenário da Escola de Camilinho

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Raimundo Nonato de Miranda Chaves

Inicio do mês de junho, compareci à E.M. João Baiano a fim de alertar a Diretora Adriana das Dores Oliveira sobre Decreto de Criação da Escola, assinado pelo então governador de Minas Gerais, Julio Bueno Brandão, em 06 de dezembro de 1913. Portanto, quase 100 anos antes.
Naquela ocasião levei três “banners”, que preparei para auxilio visual na apresentação da história da escola. Professora Adriana, receptiva à idéia de comemoração do centenário, convidou-me para apresentar a história para toda a comunidade escolar.
Dia seguinte, a comunidade, reunida no hall de entrada, formando um grande arco: muitos assentados no chão, todos atentos, dois estudantes segurando o “banner” no qual eu apontava as fotos.
O Banner 01 mede 73 cm x 72 cm, representa a Fase 01 da entidade: 1913 a 1940. Nesta fase a escola não tinha sede própria e as aulas eram ministradas em salas residenciais. O “banner 01” contem fotos das quatro professoras que lecionaram neste período, fotos antigas de Camilinho e fotos dos benfeitores: Manoel Pinto de Miranda (Niquinho Miranda) e Juscelino Pio Fernandes (Cel. Sica). E, ainda, cópias de documentos pertinentes.
O Banner 02 mede 73 cm x 103 cm, representa a Fase 02 da entidade: 1940 a 1984. Inicia com a construção de Prédio Rústico para sede da escola. João Fernandes Chaves (João Baiano) ao construí-lo, com recursos próprios, tornou-se o grande benfeitor da instituição e, foi, mais tarde, homenageado pela Prefeitura de Gouveia dando seu nome à escola. O “banner 02” contem fotos das professoras que lecionaram neste período, fotos antigas de Camilinho e fotos dos benfeitores: João Baiano e Teódulo Alves Prado. Também, cópias de documentos.
O Banner 03 mede 104 cm x 124 cm, representa a Fase 03 da entidade: 1984 ... Inicia com a construção de Prédio atual sede da escola. O prefeito Geraldo Bitencourt o construiu com verbas do Projeto MG II, resultado de convenio entre o Banco Mundial e o Estado de Minas Gerais. O “banner 03” contem fotos que marcaram as principais atividades desenvolvidas pela escola, alem de fotos das instalações, inclusive da Quadra Polivalente, fotos dos benfeitores neste período: João de Miranda Chaves (Zico) e Helena doaram o terreno para construção da escola e mais os prefeitos Geraldo Bitencourt, Alvimar Luiz de Miranda e Geraldo de Fátima Oliveira (Fausto).
Naquela ocasião, acertamos, a diretora e eu, que faríamos, no segundo semestre, a celebração dos 100 anos da escola Nosso propósito era reunir alunos, ex-alunos, professores, ex-professores, funcionários, ex-funcionários, enfim toda a comunidade, para celebração com Festa: Um bolo com 100 velinhas, muita emoção e muito respeito à história. Todavia antes do planejamento deveríamos resolver duas questões: O estado da Escolinha abandonada já incomodava observadores de fora, conforme mensagem postada no Livro de Mensagens, site da Afago, 16/05/2013.
A diretora Adriana conseguiu que a Secretária de Educação nos recebesse e convidou, para o encontro, o vereador Sebastião Almeida. A Secretária se mostrou receptiva para as celebrações e, da reunião, já saímos com a data marcada: 01/12/2013.
Decidiu-se também incluir nas celebrações a festa dos concluintes do nono ano da escola. A questão da revitalização da escolinha dependia de autoridade maior. Nós: a Secretária, a diretora, o vereador e eu próprio fizemos, individualmente, pedidos ao senhor prefeito, mas a ordem de serviço nunca era emitida.
Minha filha Andrea Gama Chaves, engenheira civil, esteve comigo no local analisando as condições precárias da escolinha e me incentivava:
--Meu pai, vamos assumir, nós dois, a revitalização da escola do vô João, me dizia ela.
Eu me sentia sob duas pressões: a emoção dizia para eu aceitar a sugestão e o auxilio de minha filha; a razão dizia: trata-se de um prédio público e, como tal, sua manutenção é responsabilidade do poder público; é questão de direito de propriedade.
Até para efeito de argumentação, junto à autoridade municipal, eu deveria conhecer detalhes de custos da obra, assim pensando, pedi ajuda ao pedreiro Antonio de Zé Geraldo e, juntos, verificamos as necessidades da obra e medimos o que consideramos necessário recuperar. De posse destes dados pedi ao engenheiro Carlos Mauricio que estimasse os custos de material e serviços. Mauricio estimou os valores e, mais do que isto, se responsabilizou pelo fornecimento das tintas para paredes, portas e janelas. Ele, também tem sangue de Camilinhense.
Outras forças agiam, em paralelo, para a execução da obra: A diretora Adriana havia convidado aos pais e parentes de estudantes para reunião, a fim de convencê-los a executar trabalho voluntário em regime de mutirão.
Nesta altura já me convencia que o projeto de revitalização da escolinha atingia um ponto irreversível. Telefonei ao empresário: Sebastião Antonio dos Santos, Tião de Neco, que me garantiu apoio irrestrito. Participei da reunião com os pedreiros voluntários, convocada pela diretora, com a participação também do vereador Sebastião. Com o interesse e a disposição mostrados pelos voluntários, com o suporte moral e financeiro adquiri o material de construção necessário e a obra foi iniciada.
Para efeito de planejar o evento: Celebração do centenário, fizemos reunião na Secretaria Municipal de Educação, quando distribuímos as tarefas. Sugeri a entrega de certificados comemorativos aos concluintes e fiquei responsável pela confecção deles. Sugeri, também, a indicação de um orador para falar pelos seus colegas concluintes. Decidiu-se incluir na celebração a formatura dos alunos do pré-escolar. Insisti na promessa de oferecer o bolo, que acabou sendo confeccionado pela professora Helena Chaves que reuniu um grupo de senhoras para ajudá-la: Nilza, Terezinha, Rute, Maria de Carminha e outras pessoas da comunidade que se ofereceram para doar ingredientes.
Receita do bolo.
Dimensões:300 x 70 cm
Trigo: 20 Kg
Açúcar: 12 Kg
Ovos: 30 dúzias
Doce de leite: 10 Kg
Chantily, confetes

A prefeitura, então, decidiu nos ajudar e enviou mestre de obras Gonzaga com sua equipe. Ajuda importante, mas ressalvo, restrita a serviços operacionais. Politicamente, a prefeitura optou pelo papel de coadjuvante na realização de obra na qual ela deveria ocupar o papel de ator principal. A Secretaria Municipal de Educação distribuiu os Convites. Constam do convite: relação dos formandos no pré-escolar, dos concluientes do nono ano, também a relação de padrinhos.
Chegamos, finalmente, ao tão esperado dia primeiro de dezembro para a celebração.
As dependencias da Escola Municipal João Baiano, absolutamente, lotadas de pessoas da comunidade e de visitantes ilustres vindos: de Gouveia, de Vila Alexandre, de Presidente Juscelino, de Curvelo de Belo Horizonte e de Colatina (ES).A passarela de entrada e o hall do prédio decorados: conjuntos artisticos de balões, ondulações de peças de tecidos coloridos; belo trabalho das professoras Geralda Eunice e Ramine. A Banda Santa Cecilia, do maestro Serafim Moreia, entretia a multidão quando, ás 14:00 horas inciou-se a Celebração da Eucaristia, presidida pelo vigário o Revmo. Cônego Paulo Henrique Soares. Logo após desenvolveu-se o seguinte programa: Assim, terminou a primeira parte da programação, digamos a parte oficial, mas ainda haveria muita festa: