Manoel Luiz Ferreira de Miranda
um vencedor

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Raimundo Nonato de Miranda Chaves


Manoel em homenagem ao avô paterno: Manoel Pinto de Miranda – Niquinho Miranda –; Luiz em homenagem ao avô materno: Luiz Ferreira de Abreu.
Filho de Antônio Augusto de Miranda – Tonico – e Maria LuIza Ferreira de Miranda. Ele, homem de excelente tino comercial organizou a maior venda de secos e molhados da comunidade; exerceu, também, atividade agropecuária em Camilinho. Ela, professora da Escola Rural de Camilinho e líder comunitária. Mulher forte e sensível, preocupada com a deficiência, melhor a inexistência, de serviço público de saúde no meio rural, assumiu a responsabilidade de ajudar a população necessitada da comunidade. Nesta missão ela atendia a todos, sem medir dificuldades. Portanto, Manoel, o neto, tem genes bons; colocou a letra “t” e tornou-se gente boa. Acrescenta-se à carga genética o fato de Manoel ter sido moldado em ambiente espartano. Ele e seis irmãos – Jair, o primeiro filho do casal faleceu na infância –, foram criados protegidos e com carinho, em ambiente de regras rígidas onde se exigia responsabilidade e dedicação, e, eles, todos eles, foram além das exigências, se superaram e se tornaram posteriormente exemplos, da geração seguinte.
Não se pode falar de Manoel Luiz sem falar de Zélia, com quem ele se casou. Mulher determinada daquelas que se dedicam de corpo e alma quando são solicitadas. Difícil de descrever, melhor é ler: Ouça a Vida, de Zélia Miranda, publicado pela Imprensa Oficial de Minas Gerais, em 1984, excelente publicação, na qual ela descreve seu empenho em desenvolver a linguagem de uma pessoa com deficiência auditiva. Zélia é digna da sogra Maria Luiza e Manoel conviveu com as duas.
O casal, Manoel e Zélia, geraram três filhos: Zuleica, Pedagoga, ensinou Linguagem Brasileira de Sinais - LIBRAS, na UFMG. Hoje trabalha na Escola Estadual Francisco Salles; casada com Cleibe, são os pais de Cauã; Cristiano, casado com Luciana, cardiologista respeitado que, também, escreve bons artigos de orientação médica para o Boletim Informativo da Afago e Karina, noiva de Leonardo, braço direito do pai na empresa Contabilidade Miranda. Manoel Luiz nasceu em Camilinho, município de Gouveia, bebeu água de nascentes, no alto da Serra do Espinhaço, e nunca mais se esquece de lá. Adquiriu uma fazenda, em 1989, no município de Jequitibá, deu-lhe um nome novo: Fazenda Camilinho, homenagem a sua origem. De Camilinho, onde passou sua infância, transferiu-se com a mãe e os irmãos para Diamantina, todos eles tinham que continuar os estudos; o pai Tonico continuou em Camilinho à frente de seus negócios; sacrifício dos pais em beneficio dos filhos, mantendo duas residências nos períodos letivos.
Férias, sempre em Camilinho: batendo bola de meia no gramado em frente da escola; explorando o pomar da avó Amélia, banho no córrego da Raiz, montando cavalo em pelo e tomando leite ao pé da vaca. Conseqüência: incremento do prazer pelas coisas do campo; crescimento do ruralista.
A mãe, Maria Luiza, queria mais para seus filhos, eles deviam ir alem do curso secundário. Decidiu, com Tonico, enfrentar a grande cidade. Obstáculos quase intransponíveis. Sete filhos. Despesas crescendo. Receitas diminuindo: movimento do comercio varejista em Camilinho diminuía: Muitas famílias saindo do meio rural. Estrada Curvelo a Diamantina já oferecia facilidades para o deslocamento de gente e mercadorias, alternativas de negócios na cidade. A família não se intimidou, em 1954, instalou-se em Belo Horizonte.
Os mais velhos estudando e trabalhando. Todos engajados na luta, freqüentaram faculdades e realizaram o sonho dos pais e os próprios. Manoel Luiz, continuando a saga dos Ferreira de Miranda, Contador e Advogado, fundou a empresa Contabilidade Miranda, atualmente em atividade; adquiriu propriedade rural em Jequitibá que denominou Fazenda Camilinho tornou-se grande produtor de leite. Competente, dinâmico, espírito de liderança, de fácil relacionamento sobressaiu entre os associados da Cooperativa Agropecuária de Jequitibá e se elegeu Diretor, um ano depois de se associar. Trabalhou como Diretor durante três anos e foi eleito Presidente, cargo que exerceu de 1993 até 2002. Durante sua gestão construiu o prédio principal da cooperativa que, agora remodelado, receberá seu nome, em solenidade a realizar-se no próximo dia 26 de julho, em Jequitibá.
Manoel atuou como Conselheiro da CCPR/Itambé, Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais Ltda, de 1996 a 2002. Sócio fundador, membro do Conselho Fiscal e, agora, Diretor Jurídico da Afago – Associação dos Filhos e Amigos de Gouveia. Detentor de diploma que lhe foi entregue pela Comissão Mineira de Folclore – CMFL por relevantes e desprendidos serviços prestados à entidade.
Este é o Dr. Manoel Miranda, um vencedor e um exemplo a ser seguido.