Celebrando oitenta anos

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Raimundo Nonato de Miranda Chaves


Regra geral, não uso superlativos, mas, ontem, fiquei tentado a usá-los para caracterizar a recepção que me ofereceu o casal Adélia/José Moreira, na Chácara de Pinhões, quando celebramos meus oitenta anos de idade. Não usei superlativos, me contive, porque não os há tão expressivos para descrever a recepção com todos os seus elementos.
Adélia, eximia cozinheira neste dia extrapolou, preparou, ela mesma, saboroso almoço, servindo pratos árabes, pernil de cordeiro era o carro chefe acompanhado de inúmeras e deliciosas iguarias.
Depois? Doce de gergelim e um grande bolo com apenas duas velinhas: o oito e o zero; eu ainda espero ganhar um bolo com três velas: um, zero e zero. "Grande é Alá que fez o vinho a mulher e a matemática! Dentre aquelas de origem árabe: grande é Adélia, pela amabilidade, pela dedicação e pela competência.
Antes do almoço, em volta da piscina, professor Moreira, de conhecida e admirada simplicidade, mostrou que sabe ser, também, sofisticado. Serviu vinhos gregos, cachaça da capital – Salinas –, escocês de quinze anos, contribuição de Milton Miranda, e a elegante água de flor de rosas, opcional: água de flor de jasmim; e mais pão árabe com saboroso antepasto de berinjela servida em pequenas gamelas de madeira - isto é criatividade -.
Em estando presente, na ocasião, o Rei Congo de Pinhões, senhor Sérgio, então, Congados e organizações similares tornaram-se o assunto do momento. Oportunidade para o professor Moreira espargir cultura; ele esclareceu, para uma platéia atenta, a hierarquia e detalhes das organizações: Congo, Moçambique, Catopés, Caboclinhos, Marujadas, até Cavaleiros de São Jorge.
Por tudo isto, meu reconhecimento e meu agradecimento sincero ao casal Adélia e Moreira.

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