PCHs do Paraúna

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Licenças Prévias

Do informativo “Quartel Informa”, N. 4 de dezembro/2009, editado por Hidrotérmica S.A. transcrevo: "A Hidrotérmica S.A., empresa responsável pela implantação e operação das Pequenas Centrais Hidrelétricas PCHs Quartel I, II e III, usinas que serão instaladas no rio Paraúna, recebeu em 22 de Outubro as Licenças Prévias – LPs dos empreendimentos. As LPs foram concedidas pela Unidade Regional colegiada – UR Jequitinhonha, órgão responsável pelo licenciamento ambiental. Dessa forma, as viabilidades ambientais dos empreendimentos foram consolidadas. Para isso, a Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – Supram analisou o Estudo de Impacto Ambiental, também conhecido pela sigla EIA, documento que integra os vários estudos ambientais direcionados para os meios físico, biótico e socioeconômico da região onde os empreendimentos serão construídos.

Participação das comunidades e poder público

"As comunidades de Conceição do Mato Dentro, Gouveia e Santana do Pirapama, municípios onde serão realizadas as obras participaram ativamente do processo de licenciamento prévio. Os resultados do EIA, assim como as principais características dos arranjos construtivos das usinas e os programas propostos para minimizar e mitigar os impactos gerados pela instalação das PCHs Quartel I, II e III, foram apresentados durante Audiência Pública.
Realizada no dia 19 de junho de 2008, a Audiência Pública aconteceu no auditório do Kobu Tênis Clube, em Gouveia, e contou com a presença de cerca de 150 pessoas. Além dos esclarecimentos prestados durante a Audiência Pública, a população pôde obter mais informações sobre os empreendimentos através do Relatório de Impacto Ambiental – RIMA, que é uma versão sintética e de fácil entendimento do EIA. Os representantes dos poderes públicos e instituições locais também participaram de várias reuniões com a Hidrotérmica S.A. para conhecerem as características das usinas e obterem mais informações sobre o processo de licenciamento ambiental."

A beleza natural da região

Em páginas internas, o informativo traz pequenos trechos produzidos pelos prefeitos dos três municípios envolvidos. Do prefeito de Gouveia – Geraldo de Fátima Oliveira transcrevo: "Os principais cursos d’água de Gouveia são o ribeirão de Areia e os rios Cachoeira e Chiqueiro, que deságuam no rio Paraúna. Por estar localizado em uma região montanhosa, o município possui córregos de águas cristalinas com nascentes ao pé das serras, formando cachoeiras de belezas indescritíveis, Atualmente, Gouveia já conta com um grande número de turistas que se encantam com as maravilhas das cachoeiras do Barão, Bom Sucesso, Capivara, Melo entre outras. A idéia da atual administração é dar enfoque especial à atividade turística de forma sustentável. Para isso, pretendemos fazer da comunidade Barão de Guaicuí um verdadeiro centro turístico."

Em comentários sobre a vegetação, o informativo mostra, com texto e fotos: curiosidades sobre a canela-de-ema. Alex encontrou especimes com dois metros, na região da Prata.

Cemitério do Peixe

Quando se fala em represa no rio Paraúna, na região das corredeiras ou acima delas, sempre gera, na população local, temor pela inundação do Cemitério do Peixe. O sentimento religioso e histórico está muito enraizado no coração daquele povo que se reúne ali, anualmente, realizando a romaria de agosto; vindo dos municípios vizinhos. Por isso, deve-se ressaltar a preocupação em divulgar a posição das PCHs em relação ao Cemitério do Peixe. A foto, com indicação, ao lado, mostra que o Cemitério do Peixe está a aproximadamente 6 quilômetros da área de influência da PCH Quartel I, empreendimento mais próximo ao local

Detalhes da obra

Ainda não tenho, disponível para informar, dimensões e cronograma de implantação das PCHs. No entanto, através de contato pessoal com representante de empresa contratada, e pela observação no local, informo que está sendo realizado o traçado da rede de energia e o contato com proprietários rurais, para a autorização de passagem da rede. A rede será usada para transmissão de energia para a construção das PCHs e, construídas estas, a rede permitirá a transmissão, agora invertida, da energia gerada. A rede reforçada, para transmissão de grande quantidade de energia, construída sobre torres metálicas e não sobre postes de concreto desde as PCHs até a estação de rebaixamento de tensão de Diamantina.