Trilha Verde da Maria Fumaça - Identificação e Diagnóstico

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AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE TURISMO DO
CIRCUITO DOS DIAMANTES
PROJETO DE IDENTIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO DOS
PRINCIPAIS ATRATIVOS DO CIRCUITO DOS DIAMANTES E
FORMATAÇÃO DE PROPOSTAS PARA INDUÇÃO E APOIO DE
FLUXO TURÍSTICO

Diamantina, 2010
FICHA TÉCNICA

Coordenação Técnica
Hugo Araújo – Gestor da Agência de Desenvolvimento Regional de Turismo do Circuito dos Diamantes
Equipe Técnica
Felipe Marcelo Fernandes Ribeiro - Turismólogo
Maria Luar Mendes de Souza – Turismóloga

Fotos
Felipe Marcelo Fernandes Ribeiro
Hugo Araújo
Henry Yu

Realização
Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais
Agência de Desenvolvimento Regional de Turismo do Circuito dos Diamantes

1.Apresentação:

O Circuito Turístico dos Diamantes, composto por 12 municípios, está localizado na porção central do Estado de Minas Gerais, nas bacias dos Rios Jequitinhonha e São Francisco. Criado em 2001, o Circuito é uma estância de governança regional do turismo.
A atividade turística na região está concentrada principalmente nas cidades de Diamantina e Serro e é visto como uma das possibilidades de geração de emprego e renda ocupando o lugar do garimpo. Neste momento várias oportunidades estão surgindo em apoio ao turismo na região, como a criação da Estrada Real.
Atualmente a região de Diamantina foi reconhecida como um dos 65 destinos indutores do desenvolvimento turístico nacional de acordo com o programa de estruturação do Ministério do Turismo. O programa prevê várias intervenções nestes destinos com o intuito de estruturá-los nos padrões de qualidade internacional e até o ano de 2014 estarem aptos a receber o fluxo de turistas da Copa do Mundo.
Nesse sentido, foi criado o Programa de Estruturação do Circuito dos Diamantes que pretende ordenar a região para o desenvolvimento turístico, dispersando o fluxo para as outras cidades e vilarejos da região. O Programa contemplou ações em diferentes áreas, sendo dividido em dois eixos principais, Gestão do Turismo e Indução de Fluxo nos Atrativos.
Neste momento será trabalhado o segundo eixo, onde será feito a identificação dos atrativos singulares que detêm maior potencial de atração e elaboração de propostas para indução e apoio do fluxo turístico.

1.1.Rota de Ecoturismo Trilha Verde da Maria Fumaça

MATRIZ DE DIAGNÓSTICO - ROTA TURÍSTICA
CIRCUITO DOS DIAMANTES – MG
1. Nome da Rota: Trilha Verde da Maria Fumaça .
2. Formato da Rota: Linear 3. Função da Rota: Possibilitar o deslocamento não motorizado entre Diamantina e Monjolos por um antigo ramal ferroviário.
4. Localização: A Trilha Verde da Maria Fumaça está localizada na região central do Estado de Minas Gerais, nas bacias dos rios Jequitinhonha, Velhas e São Francisco. O trajeto faz a ligação entre a Serra do Espinhaço a leste e o Sertão Mineiro a oeste, unindo as localidades de Diamantina, Bandeirinha, Barão de Guaicuí, Mendes / Quartéis, Conselheiro Mata, Rodeador e Monjolos.

4.1 Mapa:
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5. Início da Rota: Estação Ferroviária de Diamantina/MG ou
Estação Ferroviária de Monjolos / MG
6. Final da Rota: Estação Ferroviária de Monjolos/MG ou
Estação Ferroviária de Diamantina/MG.
7. Como chegar ao início da Rota: Rodeador: Praça da Estação S/N
Diamantina: Largo Dom João, S/N
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8. Descrição da Rota: O Antigo Ramal Ferroviário Corinto Diamantina foi criado através de Decreto em 1909, inaugurado em 1914 e desativado totalmente em 1973. Durante cerca de 30 anos a “linha do trem” ficou abandonada, e passou a ser aos poucos vendida, alugada, roubada e ocupada ilegalmente.
Após os anos 2000 o trajeto passou a ser usado em atividades de lazer e estudo por ciclistas, caminhantes, cavaleiros, professores, estudantes e um novo olhar passou a conviver com as belezas e problemas do caminho.
A proposta de se criar a Rota de Ecoturismo da Trilha Verde da Maria Fumaça vem sendo discutida desde 2000, quando uma expedição encabeçada pela ONG Caminhos da Serra percorreu a pé todo o trecho de Diamantina a Corinto.
O Projeto trabalhado pelo Circuito dos Diamantes como Indutor do Fluxo Turístico Regional enfoca o trecho de 100 km entre Diamantina e Monjolos, passando pelo município de Gouveia.
Por ser um percurso criado para o tráfego ferroviário, a Trilha Verde da Maria Fumaça não possui variações de altitude localizadas ou curvas fechadas, porém no trajeto existe um desnível de mais de 800 m. As grandes curvas do caminho serpenteiam por entre as escarpas da Serra do Espinhaço e o baixio do Sertão se demonstrando uma Rota diferenciada.
Ao longo da Trilha possuem 07 localidades a serem trabalhadas como apoio ao público que estiver percorrendo a Rota. A principal localidade da Trilha da Maria Fumaça é Diamantina, cidade que possui o título de Patrimônio Cultural da Humanidade e capaz de atrair turistas internacionais para a região.
Ao redor de cada localidade ao longo da Trilha Verde da Maria Fumaça existe um grande número de atrativos naturais. O destaque fica para os vilarejos de Barão de Guaicuí, com a Cachoeira do Barão e as formações e sítios arqueológicos da Serra do Pasmar; e o Vilarejo de Conselheiro Mata, com mais de 10 cachoeiras no seu entorno.
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9. Atrativos ao longo da Rota:
4 Diamantes:
Diamantina, Serra do Espinhaço
3 Diamantes:
“Trilha Verde da Maria Fumaça”
2 Diamantes:
Serra do Pasmar, Barão de Guaicuí, Cachoeira do Barão, Rio Pardo Pequeno, Cachoeira do Tombadouro, Conselheiro Mata, Cachoeira das Fadas, Fazenda Agarthi, Cachoeira dos 3 Desejos, Serra da Tocaia, Rodeador, Rio Pardo Pequeno, Monjolos.
1 Diamante:
Pontilhões da ferrovia, Estações Ferroviárias.
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10. Comunidades ao longo da Rota:

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11. Subdivisão por trechos:
A Trilha Verde da Maria Fumaça foi subdividida em seis trechos entre as localidades existentes ao longo do trajeto.
  • Trecho 01: Diamantina à Bandeirinha – 16,6 km
  • Trecho 02: Bandeirinha à Barão de Guaicuí – 10,5 km
  • Trecho 03: Barão de Guaicuí a Mendes – 17,6 km
  • Trecho 04: Mendes a Conselheiro Mata – 24,4 km
  • Trecho 05: Conselheiro Mata a Rodeador – 16,5 km
  • Trecho 06: Rodeador a Monjolos – 14,4 km
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12. Caracterização do Entorno:
O Circuito dos Diamantes está localizado na Serra do Espinhaço, em meio às montanhas divisoras das bacias hidrográficas do Rio Jequitinhonha, São Francisco e Doce, sendo a maior parte da área situada na bacia do Jequitinhonha.
A Serra do Espinhaço possui como características marcantes os afloramentos de rochas quartzíticas entremeados por campos e pequenas faixas de matas. No Circuito dos Diamantes a Serra do Espinhaço recebeu da Unesco o título de Reserva da Biosfera.
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13. Propriedade/domínio onde a Rota está localizada:
Ramal: DNIT
Construções: IPHAN
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14. Proteção:
Apesar de o ramal ferroviário estar em responsabilidade do DNIT e as construções em responsabilidade do IPHAN, a Trilha Verde da Maria Fumaça não está efetivamente protegida, possui invasões ilegais e o seu Patrimônio vem se deteriorando cada vez mais.
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15. Tipo de Locomoção:
Locomoção não motorizada.
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16. Variação do Relevo:
  • Elevação em Diamantina: 1250 m
  • Elevação em Monjolos: 548 m
  • Mínima elevação: 543 m
  • Máxima elevação: 1417 m
  • Total de subidas: 31 km
  • Total de descidas: 54 km
  • Perfil Topográfico:
17. Grau de Dificuldade:
18. Período de Visitação:
Atualmente é aconselhado percorrer a Trilha Verde da Maria Fumaça fora do período chuvoso, entre março e novembro.
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19. Tipo de Público:
Praticantes de caminhadas e cicloturistas.
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20. Número de Pessoas ao mesmo tempo na Rota:
Não existe um número limite de pessoas na Trilha Verde da Maria Fumaça
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21. Infra estrutura:
Toda a infra-estrutura existente na Trilha Verde da Maria Fumaça é oriunda do Ramal Ferroviário, estando grande parte dos bens deteriorados, como pontes e bueiros.
No percurso não existe sinalização e a infra-estrutura básica é existente nas localidades de Diamantina, Barão de Guaicuí, Conselheiro Mata, Rodeador e Monjolos.
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22. Acessibilidade da Rota:
TRECHO DIFICULDADE DE ACESSO PONTO / FOTO LOCALIZAÇÃO
Coordenadas Planas UTM
Zona: 23k
Datum: Córrego Alegre
DESCRIÇÃO
01 Construções irregulares 01 E-644846,136
N7982477,553
Na área urbana de Diamantina construções irregulares invadem a o espaço da Rede Ferroviária. As construções estão nas laterais da ferrovia.
01 Entulhos 02 E-645800,544
N7982833,517
Rejeitos de uma marmoraria atrapalham a acessibilidade na Trilha.
01 Esgoto a céu aberto 03 E-645128,577
N7982404,445
Neste trecho da Trilha esgoto corre a céu aberto próximo às construções irregulares.
01 Cerca 04 E-643079,847
N7981834,724
A área do manancial Pau de Fruta da Copasa possui uma cerca com porteira fechando a Trilha, sendo necessário pegar um desvio lateral.
02 Erosão 05 E-636074,362
N7974611,247
Neste local uma erosão atrapalha a acessibilidade da Trilha.
02 Erosão 06 E-636048,441
N7974474,711
Neste ponto uma erosão de grandes dimensões invade a Trilha dificultando principalmente o acesso de ciclistas.
02 Pontilhão sem piso 07 E-633835,092
N7970046,738
Pontilhão na chegada de Barão de Guaicuí. Não possui tábuas no piso, sendo necessário passar por desvio em estrada que atravessa o rio pela água.
03 Pontilhão sem piso 08 E-631701,557
N7970687,164
Pontilhão sem tabuamento, é necessário passar por desvio lateral.
03 Trecho alagado 09 E-631431,313
N7970332,956
Trecho alagado em dias de chuva.
03 Trecho alagado 10 E-627756,644
N7971914,622
Trecho alagado em dias de chuva.
03 Pontilhão sem piso 11 E-627639,301
N7971945,538
Pontilhão sobre o Rio Pardo Pequeno, o maior da Trilha. Para seguir pelo desvio é necessário passar por trilha íngreme, sobre grandes pedras e atravessar o rio por dentro da água (cerca de 50 cm de profundidade)
03 Pontilhão sem piso 12 E-624152,192
N7973014,982
Pontilhão sem tabuamento, é necessário passar por desvio lateral.
04 Desmoronamento 13 E-618984,166
N7974190,272
Trilha obstruída por pedras de desmoronamento. Possui desvio lateral.
05 Porteira 14 E-605797,253
N7976339,028
Porteira da Fazenda Agarthi. Fica trancada, sendo necessário saltá-la.
05 Mato denso 15 E-604931,539
N7977510,581
Neste trecho o mato tomou conta da Trilha, dificultando a acessibilidade.
05 Cerca 16 E-604717,517
N7977528,716
Cerca fechada obstrui a Trilha em trecho com mato denso. É necessário saltar a cerca.
05 Desmoronamento 17 E-603393,322
N7977131,158
Desmoronamento obstrui a Trilha sendo necessário passar por cima de pedras soltas.
05 Cerca 18 E-603440,211
N7976987,979
Cerca fechada atravessa a Trilha sendo necessário saltá-la.
05 Cerca 19 E-603406,307
N7976380,218
Cerca fechada atravessa a Trilha sendo necessário saltá-la.
05 Mato denso 20 E-603143,494
N7976052,825
Mato denso obstrui a Trilha.
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23. Serviços de Hospedagem ao longo da Rota:
Diamantina: Diferentemente das outras localidades, possui boa oferta de serviços de hospedagem, com cerca de 27 hotéis e pousadas.
Barão de Guaicuí
Não possui meios de hospedagem. Existe apenas a locação esporádica de quartos e casas.
Conselheiro Mata
Pousada do Kussu, Pousada da Ponte, Fazenda Ágarthi - serviço de hospedagem em retiro espiritual.
Rodeador
Pensão Dona Anita
Pensão domiciliar - Dona Eunice
Área do camping - Ao lado da margem do rio pardo pequeno (38) 99673064
Monjolos
Pensão JR, Pensão Sandra.
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24. Serviços de Alimentação ao longo da Rota:
Diamantina
Possui oferta diversificada de serviços de alimentação, com grande número de restaurantes, bares, padarias, lanchonetes.
Barão de Guaicuí
Possui pequena oferta de serviços de alimentação, com cerca de 3 bares que servem refeições e tira-gostos.
Conselheiro Mata
Bar do Kussu, Bar da Ponte.
Rodeador
Padaria Rodeador, Comida Caseira Cleuza Ribeiro, Bar e Restaurante Beira Rio
Monjolos
Padaria Nogueira , Comida Caseira Marluci, Bar Pardinho, Bar do Adilson no Balneário do Rio Pardo Grande
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25. Serviços de Transporte ao longo da Rota: .
26. Serviços de Guias e/ou Condutores ao longo da Rota:
Em nenhuma das localidades existem guias ou condutores de caminhadas ou de cicloturismo especializados na Trilha Verde da Maria Fumaça.
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27. Informações Preliminares ao Cliente:
Não existem informações preliminares ordenadas a serem passadas aos visitantes da Trilha.
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28. Promoção da Rota:
A Trilha Verde da Maria Fumaça não possui um plano de marketing ou meios de promoção sistemática. Não possui um site próprio.
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29. Comercialização da Rota como Produto Turístico:
A agência de receptivo Minhas Gerais de Diamantina possui um roteiro de cicloturismo no trecho entre Diamantina e Barão de Guaicuí.
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30. Fotos da Trilha da Maria Fumaça




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2. Conjunto de Propostas

As Ações Estratégicas apresentadas a seguir surgiram a partir do levantamento realizado durante o Programa de Estruturação do Circuito dos Diamantes. Foram subdivididas em temáticas de acordo com o seu papel na indução e apoio de fluxo turístico.

TEMÁTICAS<
  1. Mobilização Comunitária e Gestão
  2. Proteção
  3. Infra-Estrutura
  4. Acesso
  5. Serviços de Hospedagem
  6. Serviços de Alimentação
  7. Serviço de Transporte
  8. Serviço de Guias e/ou Condutores
  9. Informações Preliminares ao Cliente
  10. Segurança no Atrativo
  11. Promoção do Atrativo
  12. Venda do Atrativo como Produto Turístico
  13. Avaliação e Reciclagem

2.1. Rota de Ecoturismo – Trilha da Maria Fumaça

Ações Estratégicas
Temática Ação Responsável Prazo Observações
01 Entregar a moradores e proprietários de áreas ao longo do Ramal Ferroviário informativo e proposta do corredor de ecoturismo, possibilitando às comunidades um maior envolvimento com a questão. Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia 2 Monjolos, em suas respectivas áreas e comunidades. 6 meses .
01 Aplicar formulário sobre o interesse dessas comunidades em participar do desenvolvimento do processo turístico através de capacitação. Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia e Monjolos, em suas respectivas áreas e comunidades. 6 meses .
01 Realizar caravana educativa por todas as localidades da Trilha da Maria Fumaça com o objetivo de informar aos jovens a história da Trilha Verde da Maria Fumaça. Circuito dos Diamantes 6 meses .
01 Pesquisar sobre a posse e domínio das casas de turmas. Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia e Monjolos, em suas respectivas áreas e comunidades. 6 meses .
01 Retirar invasores e posseiros ilegais. Promotoria Após levantamento de posse ilegal e invasões. . .
01 Propor que a gestão da Trilha Verde da Maria Fumaça seja feita pela ONG Caminhos da Serra. . 6 meses .
01 Criar um Conselho Consultivo e/ou deliberativo para apoiar na gestão da Trilha. . . .
01 Criar passaporte para os turistas que estiverem percorrendo a Trilha. Circuito dos Diamantes 2 meses .
02 Tombar a Trilha Verde da Maria Fumaça como Patrimônio Histórico-Cultural. Cada município deverá tombar o trecho pertencente à sua área, incluindo o Leito da Trilha, Estações Ferroviárias, Casas de Turmas, Pontilhões e Bueiros. Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia e Monjolos, em suas respectivas áreas. 1 ano .
03 Restaurar todas as construções ao longo da Trilha Verde da Maria Fumaça. Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia e Monjolos, em suas respectivas áreas. 2 anos Priorizar as Estações Ferroviárias de Barão de Guaicuí, Conselheiro Mata e Rodeador.
03 Criar Centro de Referência e Apoio ao Turista em todas as Estações ao longo da Trilha. Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia e Monjolos, em suas respectivas áreas. . .
04 Limpar e capinar o ramal 2 vezes por ano. Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia e Monjolos, em suas respectivas áreas. 2 meses Priorizar o trecho 05
04 Retabuar os pontilhões; Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia e Monjolos, em suas respectivas áreas. 2 anos Priorizar o pontilhão sobre o Rio Pardo Pequeno
04 Construir pequenas pontes sobre os bueiros; Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia e Monjolos, em suas respectivas áreas. 2 anos Priorizar o trecho 04
04 Melhorar os desvios e Instalar estacas para proibir tráfego dos veículos em trechos específicos; Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia e Monjolos, em suas respectivas áreas. 6 meses Priorizar erosões do trecho 02
04 Implantar sinalização turística. Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia e Monjolos, em suas respectivas áreas. 6 meses .
04 Desobstruir as pedras em locais de desmoronamento. Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia e Monjolos, em suas respectivas áreas. 6 meses .
04 Construir drenagens e aterros sobre locais de alagamentos. Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia e Monjolos, em suas respectivas áreas. 1 ano .
05 Promover cursos de capacitação para pousadas domiciliares nas localidades de Bandeirinha, Barão de Guaicuí, Mendes, Conselheiro Mata, Rodeador e Monjolos. Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia e Monjolos, em suas respectivas localidades. 1 ano .
06 Promover curso de capacitação para serviço de alimentação domiciliar nas casas dos moradores ao longo da Trilha Verde da Maria Fumaça. Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia e Monjolos, em suas respectivas localidades. 1 ano .
07 Promover oficina com motoristas e cobradores do transporte coletivo capacitando-os em relação às informações ao turista. Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia e Monjolos, em suas respectivas localidades. 6 meses .
08 Promover curso de formação de condutores de turismo de aventura específico para a Trilha. Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia e Monjolos, em suas respectivas localidades. 12 meses Conforme ABNT NBR 15285
08 Promover curso de formação de condutores de caminhadas de longo curso. Prefeituras Municipais de Diamantina, Gouveia e Monjolos, em suas respectivas localidades. 12 meses Conforme ABNT NBR 15398
09 Desenvolver informações padronizadas e atualizadas semestralmente a serem repassadas aos visitantes. Circuito Turístico dos Diamantes, Caminhos da Serra. 2 meses Conforme ABNT NBR 15286
10 Implementar um Sistema de Gestão da Segurança Agências de receptivo que trabalham ou pretendem trabalhar na Trilha Verde da Maria Fumaça. 18 meses Conforme ABNT NBR 15331
11 Desenvolver um Guia Turístico específico da Trilha. Circuito Turístico dos Diamantes 2 meses .
11 Desenvolver Site específico da Trilha Verde da Maria Fumaça. Circuito Turístico dos Diamantes 12 meses .
12 Formatar roteiros padronizados. Agências de receptivo que trabalham ou pretendem trabalhar na Trilha Verde da Maria Fumaça. 2 meses .
12 Implantar Requisitos para Produto de Turismo com Atividades de Caminhada Agências de receptivo que trabalham ou pretendem trabalhar na Trilha Verde da Maria Fumaça. 12 meses Conforme ABNT NBR 15505 -1

3. Considerações Finais

3.1.Trilha Verde da Maria Fumaça

A Trilha Verde da Maria Fumaça é sem dúvida alguma um atrativo de grande potencial no Circuito dos Diamantes, porém para que exista um fluxo efetivo de turistas, no mínimo é necessário que as ações estratégicas apresentadas sejam cumpridas.
O primeiro problema detectado como de grande importância para a Trilha Verde da Maria Fumaça é a proteção do principal motivador do Projeto, o Ramal Ferroviário e o seu patrimônio. Sendo de extrema importância o tombamento e revitalização de todo trecho.
Acreditamos que com a Trilha conservada e protegida, deverá suprir os problemas de informação, acesso, infra-estrutura e serviços turísticos e assim a Trilha Verde da Maria Fumaça já consiga absorver um grande número de turistas e daí por diante os problemas identificados como de menor relevância poderão ser resolvidos a médio / longo prazo.
A grande distância do percurso e a abrangência de mais de um município dificulta a gestão da Trilha, sendo identificada de fundamental importância a existência de uma organização legal responsável pelo trajeto.