Trilha Verde da Maria Fumaça - Master

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A Trilha Verde da Maria Fumaça é um grande projeto da ONG Caminhos da Serra que teve sua origem, ainda no ano 2000, quando uma expedição, encabeçada pela Caminhos da Serra, percorreu, a pé, todo o trecho de Diamantina a Corinto, no traçado da antiga linha ferrea. Desde então vem sendo discutida a proposta de se criar a Rota de Ecoturismo da Trilha Verda da Maria Fumaça, com cerca de 150 quilometros de extensão.
Muita coisa vem acontecendo, com notavel intensidade nos últimos anos. Meu propósito é dar um mínimo de organização a todo este material disponível, principalmente, visando quem se ligou agora e, talvez, precise de ajuda para ter a noção do conjunto.
A matéria está distribuida em diversas páginas. Nesta, tentarei dar a visão do conjunto e, para detalhes, o internauta é desviado para páginas específicas.
As ações são desenvolvidas sob coordenação de um Grupo Gestor que atua em duas direções: A apresentação a seguir, não segue ordem definida.
  1. O Sonho de Alex Você terá acesso ao sonho que Alex Mendes Santos está transformando em realidade, com a ajuda de muita gente. Refiro-me ao Projeto da Trilha Verde da Maria Fumaça que Alex idealizou e com tenacidade está tornando uma realidade que se espera de grande ajuda para uma região que ficou empobrecida com a retirada da linha férrea, no conhecido ramal Diamantina. É importante que se conheça o documento na integra, portanto, minha atitude é, simplesmente, direciona-lo para páginas específicas. Projeto Trilha
    Mas, antes, veja este relato. de Alex Mendes Santos

    RELATO SOBRE A TRILHA VERDE DA MARIA FUMAÇA E PROJETO PROPOSTO

    A Trilha Verde da Maria Fumaça está localizada na região centro-norte do Estado de Minas Gerais, nas bacias dos rios Jequitinhonha, Velhas e São Francisco. Trata-se do antigo ramal ferroviário Corinto - Diamantina criado através de Decreto em 1909, inaugurado em 1914 e desativado totalmente em 1973. O trajeto faz a ligação entre a Serra do Espinhaço a leste e o Sertão Mineiro a oeste, unindo as localidades de Diamantina, Bandeirinha, Barão de Guaicui, Mendes / Quartéis, Conselheiro Mata, Rodeador e Monjolos.

    Durante cerca de 30 anos o ramal ferroviário ficou abandonada, e passou a ser aos poucos sucateado, roubado e ocupado ilegalmente.

    No ano 2000 a ONG Caminhos da Serra promoveu uma expedição a pé pelo antigo ramal ferroviário com a finalidade de conhecer o trajeto e passou a relatar as belezas naturais, das construções e também os problemas do antigo ramal.

    No ano de 2005 a Caminhos da Serra propôs à Secretaria de Estado de Turismo - SETUR/MG e Supram Jequitinhonha, a realização de uma nova expedição a pé, com caráter de avaliação técnica.

    Esta expedição avaliou positivamente as possibilidades de proteção ambiental, cultural e histórica do antigo ramal ferroviário e a possibilidade de transformá-lo em uma via de turismo não motorizado, especificamente em uma rota de ecoturismo, turismo esportivo e de aventura.

    A ONG Caminhos da Serra vem trabalhando com a possibilidade de implantar no antigo ramal ferroviário o Projeto Trilha Verde da Maria Fumaça, cujo objetivo principal é transformar o antigo ramal em uma rota para caminhantes, ciclistas e cavaleiros, promovendo a recuperação e proteção ambiental, cultural e histórica do trecho de 90 km que liga Diamantina, Gouveia e Monjolos.

    Para colocar em prática as ações previstas neste projeto, a Caminhos da Serra conta com a parceria decisiva do Ministério Público - Diamantina, SPU – Secretaria Patrimônio da União, IPHAN, Inventariança da RFFSA, SEMAD-MG, Supram Jequitinhonha, SETUR-MG, Prefeitura Municipal das cidades de Gouveia, Diamantina, Monjolos, Circuito Turístico dos Diamantes, IEF Diamantina.

    Vale ressaltar que ações importantes para consolidação do projeto de estruturação da Trilha Verde da Maria Fumaça estão em andamento, como o processo de tombamento municipal do ramal, incluindo todos os bens edificados e estão sendo impulsionados pela 3ª Promotoria de Justiça de Diamantina.

    Com os bens patrimoniais e o ambiente natural protegido e com um produto turístico, cultural e histórico estruturado e adequado as atuais exigências do mercado, a região estará diversificando a sua oferta turística e diminuindo os impactos da sazonalidade. A Trilha Verde da Maria Fumaça passará a ser referência para os visitantes e moradores locais que buscam atividades físicas em meio à natureza, contribuindo para dispersar o fluxo para mais de um município e, conseqüentemente, diminuir gradativamente as disparidades socioeconômicas regionais.

    Trilha Verde da Maria Fumaça um sonho que vem se transformando em realidade.


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  2. Reunião em Belo Horizonte. O documento destribuido como Ata da Reunião relata o encontro de representantes do IPHAN, DNIT, IEF, SPU, Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Secretaria Estatual de Turismo, Inventariança da antiga RFFSA , Ong Caminhos da Serra, empresa Omega Energia sob a presidência do promotor de Justiça de Diamantina.
    Pauta : discussão do Projeto Trilha Verde da Maria Fumaça envolvendo medidas para viabilizar sua implantação. Do encontro resultou o comprometimento de diferentes órgãos, com tarefas especificas e importantes para atingir o objetivo proposto. Ata Reunião?
    Correio eletrônico recebido de Alex
    Parceiros, boa noite.
    No dia 18 de outubro foi realizada em Belo Horizonte, reunião promovida pela promotoria de Diamantina - Dr. Enéias, cuja pauta era proposição de ações para solucionar as questões de domínio da Trilha Verde da Maria Fumaça.
    A reunião, na procuradoria federal, av. Alvares Cabral, 1740 - 8o. andar - sala de reuniões, às 14 horas. foi excelente e todos os participantes se comprometeram em ações.
    Parabéns ao Dr. Enéias pela coordenação da reunião e iniciativa de realização da mesma.
    Parabéns a todos os presentes pela disponibilidade em solucionar os problemas discutidos.

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  3. Projeto de Identificação e Diagnóstico Trabalho produzido pela equipe técnica da Agência de Desenvolvimento Regional de Turismo do Circuito dos Diamantes. A equipe produziu relatório detalhado, minucioso e ilustrado, sobre a Trilha Verde da Maria Fumaça, descrevendo atrativos, acessibilidade, serviços de hospedagem, de alimentação, guia turistico e outros serviços, os disponiveis e os necessários e inexistentes, além do detalhamento de imprescindiveis ações estratégicas. Identificação e Diagnóstico?
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  4. Termo de Ajuste de Conduta - TAC A Promotoria de Justiça, sob a responsabiliade de Dr. Enéias Xavier Gomes instaurou Inquério Civil No. 0216.10.000.060-5; Comarca de Diamantina; Compromitente Ministério Público do Estado de Minas Gerais; Compromissários Municípios de Diamantina, de Gouveia e de Monjolos; Anuentes Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e a Secretaria de Patrimônio da União.
    Objeto Proteção e preservação do patrimônio cultural e ferroviário do Estado de MInas Gerais, possibilitando o deslocamento não motorizado entre Diamantinae e Monjolos, pelo antigo ramal ferroviário. Termo de Ajuste de Conduta - TAC?
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  5. Revista Ferroviária - RF. Comentários sobre o projeto já extrapolam a região, conforme matéria publicada na Revista Ferroviária RF, edição eletrônica. A publicação dos engenheiros da E.F.C.B. transcreve matéria do Blog Transporte Ativo, responsabilidade de Denir Mendes Miranda, representante da Associação Transporte Ativo no Distrito Federal.
    Informações disponibilizadas aos internautas, neste site, há algum tempo, a página está identificada como Caminhos da Serra Trilha, com acesso na página de abertura --> Mapa do site.
    A narrativa, na página citada se divide em tres partes:
    • reportagem, sob o título Caminhos da Serra, da Revista Ferroviária RF - texto e fotos;
    • encontro de Monjolos, comentários de diferentes autores e muitas fotos;
    • convite para reunião em Diamantina, referente aos 100 anos da trilha.
    Revista Ferroviaria?
    A página acessada com o link anterior contém fotos e comentários sobre o encontro de Monjolos, cuja programação, apresentada a seguir, com o objetivo de salientar a atividade de divulgação do projeto.

    ROGRAMAÇÃO
    4º EVENTO ITINERANTE DO CIRCUITO DOS DIAMANTES-MONJOLOS
    09 hs - Início da caminhada na Trilha da Maria Fumaça "Rodeador à Monjolos" (Distância: 10km - Tempo de percurso: 2:30h aproximadamente - Nível de dificuldade: fácil)
    10hs – Apresentação da Dupla Sertaneja Guilherme e Luciano
    12:00hs – Abertura do Evento na chegada dos caminhantes a Monjolos
    Apresentação da Poetisa Dona Orlanda
    12:30hs - Almoço de confraternização
    Obs: Durante o almoço haverá apresentação da Dupla Sertaneja Darlei e Dieneson
    14:30hs - Apresentação do teatro, Folia de Reis e Grupo de Dança de Monjolos na Estação Ferroviária
    16:30hs - Apresentação do Projeto "Trilha da Maria Fumaça" (Circuito dos Diamantes, COMTUR Monjolos e ONG Caminhos da Serra)
    Local: Quadra Poliesportiva da Escola Estadual
    17:30hs - Apresentação da Dupla Sertaneja Pablo e Ranulfo
    18:00hs - Encerramento

    Esclarecimentos de Virginia de Melo Miragaia Nogueira - Turismóloga - Gestora de Turismo/Monjolos:"É um evento realizado pela Secretaria de Turismo e Circuito dos Diamantes com apoio da Prefeitura, que acontece em cada municipio pertencete ao circuito. tem como objetivo aumentar a integração e a cooperação entre os municipios, inserindo as comunidades locais no contexto regional do turismo.
    Nós possuimos além de uma diversidade de atrativos naturais, um rico e precioso baú cultural, o qual reuniremos para apresentar a vocês, nossos vizitantes.
    Você é peça importante para o sucesso do evento.

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  6. Divulgação I - Em continuando a informação sobre o encontro de Monjolos, dentro do item divulgação, transcrevo correio eletrônico de João Batista Filho data: 6 de novembro de 2010 Assunto: Apresentação da Trilha Verde da Maria Fumaça aos amigos ecoturistas de BH.
    Neste sábado o nosso amigo Alex Mendes (ONG Caminhos da Serra ), de Gouveia-MG, fez a apresentação do projeto da Trilha Verde da Maria Fumaça aos amigos praticantes de atividades de ecoturismo.
    A apresentação ocorreu na sede da AENCO , no bairro Floresta. Durante a apresentação o Alex falou sobre a história e os objetivos do projeto assim como das metas para o próximo ano e noticias dos encaminhamentos que ocorreram nas varias reuniões que trataram deste assunto.
    Queremos agradecer a todos os amigos que estiveram presentes prestigiando este evento e tambem àqueles que, mesmo ausentes, estão confiantes, colaboram ou apoiam as ações da equipe de trabalho da Trilha Verde da Maria Fumaça, o que será de muita importancia para que muito em breve este belo projeto possa estar sendo implantado e se tornando mais um grande roteiro de Ecoturismo sustentável em nosso estado.
    Para o mes de abril de 2011 pretendemos realizar uma caminhada ecológica, levando representantes dis varios grupos de caminhantes e praticantes de atividades de ecoturismo para conhecerem In Loco a região abrangida pelo projeto, para que depois que a conhecerem possam estar promovendo aquela bela trilha em sua agenda de eventos.
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  7. Divulgação II Correio eletrônico de Alex: "Bom dia Companheiros.
    João Batista Filho de BH - Ciclista, caminhante e amante da Trilha Verde da Maria Fumaça, estará trazendo um grupo para caminhar de Diamantina a Monjolos, 4 dias, 90 km. Quem estiver a fim faça contato com ele.
    É a Trilha Verde sendo construída por pessoas de bem."
    Correio eletrônico de João Batista Filho: "Hoje consegui acertar com a Dona Ines as acomodações do pessoal em Barão do Guaicuhi. (sic) Tem um amigo meu, Edson, aqui de BH que há muito tempo queria conhecer a trilha, de bike, mas não surgia uma oportunidade que desse para ele e a esposa.
    Agora ele resolveu nos acompanhar, ele vai em sua camionete para Diamantina na quarta à tarde levando as duas bike e na quinta vai se encontrar com a gente. Quando o pessoal iniciar a caminhada ele vai sair pedalando com a esposa e se encontra com a gente lá no Barão. (sic)
    Muito legal, pois assim ele vai estar conhecendo tambem a trilha e se gostar, possivelmente vai trazer os grupos de ciclistas Mountain Bike Barreiro e Kenfix para conhecer a trilha.
    Ele é um dos lideres destes grupos de ciclistas e pode tambem ajudar a divulgar a trilha no meio ciclistico."
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  8. Prestação de contas do Grupo Gestor - 2010 O relatório apresentado aos parceiros e entusiastas do Projeto Trilha Verde, basicameente, relaciona as atividades desenvolvidas em 2009 e 2010. Para se informar, acesse o Relatório
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  9. Um pouco de história
    A Estrada de Fero Vitória a Minas – EFVM começou a ser construída no dia 30 de março de 1903 para ligar o porto de Vitória, no Espírito Santo, à cidade de Diamantina, em Minas Gerais
    A EFVM pertencia a uma empresa denominada Companhia Estrada de Ferro Vitória a Minas, organizada em julho de 1901 sob a liderança dos engenheiros João Teixeira Soares e Pedro Nolasco Pereira da Cunha. (do livro E.F. Vitória a Minas de Eduardo J.J. Coelho e João Bosco Setti)
    A E.F. Vitoria a Minas foi aberta em 1904 num pequeno trecho a partir do porto de Vitória e tinha como objetivo principal transportar as culturas da região ao longo do Rio Doce, especialmente a produção de café. Com enormes dificuldades ela foi avançando no sentido da cidade mineira de Diamantina; em 1910, empresários ingleses a compraram para eletrificá-la e transportar minério da região de Itabira. O seu objetivo passava a ser agora atingir Itabira e se encontrar com a futura linha da EFCB que partindo de Sabará atingiria São José da Lagoa (Nova Era).
    Em 1919 o empresário americano Percival Farquhar a comprou e depois de inúmeras reviravoltas políticas, a estrada, afinal nunca eletrificada, foi encampada pela recém-fundada Cia. Vale do Rio Doce (CVRD) em 1942, a qual maneja a ferrovia até hoje. Modernizou-a nos anos 1940, alterando o traçado acidentado na região de Vitória, isto depois de a linha ter finalmente se ligado à EFCB em Nova Era em 1937, Em 2002, o antigo ramal de Nova Era foi totalmente modificado e a EFVM passou a comandar a linha desde Vitória até a região de Belo Horizonte, depois de passar por Itabira, região do minério de ferro. É a ferrovia mais rentável do Brasil e uma das pouquíssimas ferrovias a manter no País até hoje os trens de passageiros. (do site www.estacoesferroviarias.com.br/efvm)
    Em 1905 os trilhos já chegavam a Colatina. Ingleses naquela ocasião compraram imensas áreas na região de Itabira, rica em minério de ferro. Tornaram-se donos do maior latifúndio do mundo. Pressionaram o então governo federal para que mudasse o itinerário da Vitória a Minas. Ao invés de seguir rumo a Diamantina seguiria rumo a Itabira. Em 1910 norte-americanos e europeus compraram grandes áreas no Quadrilátero Ferrífero. Em 1911 nasceu então a Itabira Iron Ore Company.
    A crise financeira da Vitória a Minas levou sua diretoria a aceitar as exigências dos ingleses e norte-americanos, bem como a mudar o seu itinerário. Não só não seguiria mais rumo a Diamantina, como também passaria a dar prioridade ao transporte de minério de ferro e não a produtos agrícolas ou pecuários. www.asminasgerais.com.br
    Como moeda de troca acertou-se a construção do trecho Diamantina/Corinto e a alteração deste trecho de E.F.Vitoria a Minas para E.F. Central do Brasil.

    As fotos a seguir são da inauguração da Estação de Diamantina e de algumas locomotivas que rodaram no trecho.gentileza de .... e Leonardo Pinheiro.
    Veja a galeria de fotos
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